terça-feira, abril 28, 2009

Diamantes

A verdade foi dita
Por aqueles de barriga cheia

Falsidade corroendo por suas enzimas
Pensam que cagam diamante
Eles tem sede de gente “humilde”
Falam de Deus com sinceridade
E peidam com liberdade

E você sai de perto
Esqueço de você
Achei que não existe alguém fiel igual a mim
Novamente digo “Quando o trem aperta ele sai de fininho”

Novamente veio a gueixa
Novamente disse deixa
É melhor curar
Do que urrar

Pela consequência de uma trama mal feita
Ainda sou atraído pelo mal cheiro
De gente que pensa que é melhor
Ignorando o que está explícito
Ilícito

Fica a trama
Esqueço o drama
Não estou sozinho mesmo
Ainda posso recitar Montaigne
E mandar muita gente tomar no cú de tanto cagarem diamante

Dia: 27/04/2009
Assunto: Dano da relação social

sábado, abril 18, 2009

Canto de obras

Não quero mais um canto
Quero um campo
Não quero mais a sorte
Quero a certeza

Coração vibra
Agoniza em seu desejo
Quer voar

Não quero o desejo
Quero a realização

Não quero reminiscências
Quero o presente

Quero preencher até borda
Satisfazer até a última gota de minha vontade

Não quero escrever
Quero presenciar
O que posso agora enxergar

José Teles
18/04/2009

terça-feira, março 31, 2009

Natureza

Estou e não estou
40 horas na semana
E só lembro de sábado e domingo
Estou em regime semi-aberto
Batendo ponto

E meu passado é o mato
A natureza que logo se apaga
Quando entro nas quatro paredes
Na gaiola
Meu canto se arrebata
E não ultrapassa

Interrompido
Sem suspiro
Sem ar
Vivendo sonhos de ninguém
Essa fixação
Se for resignação?
Estou sem ignição
Sem direção

Só penso na cachoeira
Livre de 4x4
Com um foco
Um desejo
No ensejo de ser um percevejo

18/03/2009

sexta-feira, março 27, 2009

Inconformado

Ações consumadas
São luzes quase chupadas por buracos negros
Possibilidades que clamam lentamente por pequenos compositores

Auroras boreais de inspirações
Um sonho sentado
Um cachorro louco pra conhecer sua varanda
O varredor de rua pensando em seu sofá
O empresário inconformado
O mendigo perdido
A criança sendo estragada
O pai desesperado
A morte turbulenta
Estar e não desempenhar
Resignação sem ignição
Sem freio
Sem direção
Fundido
Sem lei
Impenhado escravo
Cérebro cansado
Pupilas dilatadas
Espírito entorpecido
Carne humana em crise

Não posso morrer
Pois assim não sonho
E perco a única forma de buscar

E como sair?
Desse pleito
Essa reforma sem fim

Ela não tem culpa
A dependência vem como temporal
As vidas se formam
E cada um deseja
Na pequena decisão
Que não afeta ninguém

Como sair?
Como vou sair?
Desse pleito
Essa reforma sem fim

23/03/2009

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Amigo

Como poder explicar?
A procura de afins

É como um tiro certo sem a mira
É a solidão em meio a multidão
O coração dispara
Você não se reconhece ali

De repente o tiro sem mira entra pela culatra
E tudo fica afin
Vira festa
E a amizade acontece
No ciclo natural

E vem os momentos turbilhados
Os tiroteios incertos
E os terremotos virando tudo do avesso
Como um eclipse do amor durante a guerra

E novamente a montanha russa da vida
Segue seu curso
Trazendo as afinidades
E os momentos gloriosos
Do amor de uma amizade

Então não se aflija amigo
Estou contigo
Pelo resto da vida
Fiel como um cachorro que perde o dono

Me procure
E então estarei com você
Como naqueles velhos tempos

Que bom amigo estar contigo
No aconchego de tuas belas frases
Que bom amigo estar contigo
Nas corridas do fim de tarde
Que bom amigo estar contigo
Nessas doces conversas afins
Que bom amigo ser teu amigo, irmão
Que pra sempre está guardado
Grudado, impresso na carne de meu coração

04/01/2009